Eu quero deixar com você uma simples e singela verdade.
Não há caminho para a vida exceto pela morte.
Não há caminho para o poder exceto por meio da fraqueza e quebrantamento.
Não há caminho para a plenitude exceto por meio do esvaziar.
Não há caminho para o pleno frutificar exceto por meio do podar.
Não há caminho para a exaltação exceto por meio da humilhação.
Não há caminho para o trono exceto se sua vida for lançada por terra.
Não há caminho para conhecer a glória de Deus em plenitude exceto por meio da comunhão de seus sofrimentos.
A chave verdadeira para a vida transbordante, para a vida mais abundante, a vida de ressurreição, não é quanto eu vivo, mas quanto eu morro.
O problema não é como viver a vida cristã; o problema é como morrer.
Se você tiver o segredo de morrer com Cristo, você não terá de aborrecer a mente sobre como viver a vida cristã.
Lance Lambert

NOVO NASCIMENTO

Por: Humberto Xavier Rodrigues

A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3.
O que é o novo nascimento? No Velho Testamento, a definição de novo nascimento é dada como a troca de coração: Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Ezequiel 36:26. Jesus fala de novo nascimento como a troca de vida. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á. Mateus 10:39. Ser regenerado significa ganhar outra vida; sai a nossa e entra a de Cristo. É uma experiência de morte e ressurreição em Cristo. Sem a morte ninguém pode entrar pela porta do novo nascimento. Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer. 1Coríntios 15:36. O texto mostra claramente que é impossível nascer de novo sem passar pela morte com Cristo. Fomos crucificados com Cristo. A morte de Cristo é o término da nossa velha vida. Não é mudança da velha natureza, mas a implantação de uma nova vida. Ali na cruz foi realizada uma grande transação: perdemos a nossa velha vida e ganhamos a vida de Cristo. Para o apóstolo Paulo, regeneração é a saída do velho homem e a entrada do novo homem. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos. Colossenses 3:5-11. Só existe uma vida santa, a vida do Senhor Jesus. Ele é a nossa santidade. Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. 1Pedro 1:16. Ninguém precisa se esforçar para viver a vida de Cristo e nem a sua santidade, ou mesmo conquistá-la, porque esta vida que é santa flui naturalmente, em toda a sua suficiência. O que Jesus fez não precisa de retoques.
O que não é novo nascimento? Não é educação religiosa, não é possuir um diploma de teologia e nem ter sido batizado nas águas, não é ser membro de uma igreja, não é ter justiça própria, que é o ato da velha natureza tomar os preceitos de Deus e procurar praticá-los, não é a transferência de um grupo para outro, não é reencarnação, em que o indivíduo vai reencarnando até chegar à perfeição, não é ter um comportamento exemplar, ser educado, gentil, prestativo, bondoso, amável...
Por que o novo nascimento? Porque com esta vida espiritual que herdamos em Adão é impossível alguém entrar no reino de Deus. Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. 1Coríntios 6:9-10. Há muita gente entre nós que ainda pensa que para nascer de novo basta deixar de fazer coisas "erradas" e ir substituindo por coisas "certas", sem a noção da existência de uma natureza que habita no interior do homem, que é a fonte de toda a desgraça da humanidade. O apóstolo Paulo em sua crise entre o bem e o mal ganha a revelação de que o único problema de sua vida reside numa só coisa: pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Romanos 7:15-20. Por falta de conhecimento desta verdade, o homem tem buscado muitos meios para obter a paz interior que tanto precisa. Os expedientes são inumeráveis, basta ver o número assustador de novos grupos que nascem a todo instante. Fui visitar uma pessoa em um hospital psiquiátrico. Na recepção, a moça ao saber que eu era pastor, fez o seguinte comentário: "Você sabia que aqui neste hospital 40% dos internos vêm de igreja evangélica?" A princípio o comentário é um tanto quanto maldoso, mas verdadeiro. Por que? Os princípios da palavra de Deus são maravilhosos, mas o homem não tem natureza para cumpri-los, em conseqüência disto a confusão mental se estabelece, porque tentamos regular a nossa natureza caída por meio dos princípios bíblicos; quero amar, não consigo, perdoar, muito menos, que faço? Entro numa luta interminável e sem sucesso e aí, a nossa estrutura psíquica desaba.
Como nascer de novo? A consciência da nossa miserabilidade decorre da revelação de Deus em sua palavra; o diagnóstico é perfeito: Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo. Isaías 1:6. Você vai ao médico para fazer um exame e lá ele descobre a presença de um tumor maligno. Ao ser comunicado do seu estado de saúde, você tem duas opções: ignorar o diagnóstico do médico ou confiar e se entregar para ser submetido a um tratamento. Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento. Lucas 5:31-32. Deus desceu até às profundezas da nossa ruína. Deus se fez homem e como homem, nos recebeu e nos incluiu em seu corpo para efetuar a cura. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado. Romanos 8:3. A cruz revela o juízo de Deus contra toda a carne e ao mesmo tempo mostra a sua salvação para o pecador perdido e culpado. O pecado é perfeitamente julgado. O pecador é perfeitamente salvo e Deus perfeitamente revelado e inteiramente glorificado na cruz. Tudo que o homem precisa é conhecer a verdade de Deus. Uma simples declaração de Deus é o suficiente. A Palavra de Deus, que é pura, incorruptível e eterna, nos assegura que o sacrifício do Senhor Jesus é o perfeito fundamento de tudo que precisamos para o descanso de nossas almas. Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. 1Pedro 1:23. Deus, o Pai, delineou o plano; Deus, o Filho, lançou o fundamento e Deus, o Espírito Santo, é o agente revelador, por meio da Palavra. Toda a estrutura está montada para que o homem seja salvo e sobre esta estrutura, lê-se a inscrição, pela graça sois salvos. Fé é crer tão-somente no que Deus disse. Fé significa ser governado pelo que Deus disse e não pelos nossos sentimentos. Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido. Romanos 10:8-11. A palavra confessar, no grego homologar, significa concordar com Deus. Quem está dizendo que morremos com Cristo é Deus, então, morremos.

O que é o reino de Deus?
Jesus ao ser questionado pelos fariseus a cerca da vinda do reino, ele responde: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque oreino de Deus está dentro de vós. Lucas 17:20b-21. Jesus ensinou que o reino de Deus não é um acontecimento futuro, mas um relacionamento íntimo com ele no presente, dentro de vós este reino não está em nenhuma placa denominacional e nem ocupa um espaço geográfico. Dez milhões de raízes estão germinando nas ruas: você as percebe? Dez milhões de brotos se formando nos talos de folhas: você ouve o som do serrote ou do martelo? O próximo verão inteiro está sendo formado no mundo, mas ele nos é invisível. Assim também "o reino de Deu não vem com visível aparência". Henry W. Beecher. Entrar no reino de Deus significa Cristo vivendo e reinando em nós. O apóstolo Paulo fala de um reino da graça. Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Romanos 5:20-21. A graça divina não opera em detrimento da justiça, mas a graça reina pela justiça; e é evidente que se a graça "reina", então ela é soberana. O nascido de novo está sob o reinado da graça, consciente e apoiado na suficiência de Cristo, e seguro de que nada mais resta a fazer, a não ser celebrar a vida. Então, você já nasceu de novo ou é um religioso frustrado? Está escrito: O Senhor é tardio em irar-se,
mas grande em poder e jamais
inocenta o culpado; o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Naum 1:3. Ninguém nasce inocente neste mundo, todos nós somos culpados e para o culpado o remédio é a pena de morte.
Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu
por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 2 Coríntios 5:14-15.
Se você nunca nascer de novo, desejará nunca ter nascido. Derek Cleave.

SABER, CRER E OFERECER

Por: Humberto Xavier Rodrigues

Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Isaías 43:10.
O capítulo seis de Romanos revela três condições básicas para se viver uma vida cristã significativa. A primeira condição é saber. Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos. Romanos 6:6. O verbo saber no grego expressa a idéia de um conhecimento experimental e não apenas saber algo a respeito da verdade, nem compreender alguma doutrina importante, tampouco um conhecimento intelectual. Na vida de Jó temos estes dois tipos de conhecimento bem exemplificados. Ele conhecia Deus apenas de ouvir e, provavelmente, tinha muitas idéias acerca do Senhor. A revelação de Deus trouxe à tona a verdadeira natureza de Jó, o que o levou a uma experiência verdadeira. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza. Jó 42:5-6. Jesus fala a respeito de uma adoração sem conhecimento.Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. João 4:22. Em Atenas, o apóstolo Paulo lançou mão de uma inscrição, ao deus desconhecido, para apresentar o Deus verdadeiro. Apesar de toda a religiosidade dos atenienses, estes eram, na realidade, completamente supersticiosos.. Porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. Atos 17:23.
O fato de saber que foi crucificado com Cristo o nosso velho homem, pressupõe a revelação de Deus pelo Seu Espírito no nosso coração. Quando Hudson Taylor, o fundador da Missão para o Interior da China, entrou na vida cristã, foi da seguinte forma. Ele fala do problema que estava sentindo: o de saber como viver "em Cristo", como derivar da Videira a seiva para si próprio. Sabia perfeitamente que devia ter a vida de Cristo emanando através de si mesmo, e, contudo, sentia que não o tinha conseguido. Via claramente que as suas necessidades deviam ser satisfeitas em Cristo. "Eu sabia"- dizia ele, escrevendo à sua irmã, de Chinkiang, em 1869 – "que se eu apenas pudesse permanecer em Cristo tudo iria bem. Mas, eu não conseguia". Quanto mais procurava entrar em Cristo, tanto mais me achava como que deslizando, por assim dizer, até que um dia a luz brilhou, a revelação veio e ele entendeu tudo. "Sinto que está aqui o segredo: não em perguntar como vou conseguir tirar a seiva da videira para colocá-la em mim mesmo, mas em me recordar que Jesus é a Videira – a raiz, a cepa, as varas, os renovos, as folhas, a flor, o fruto, tudo, na verdade". Depois, ao dirigir-se a um amigo que o tinha auxiliado: "Não preciso fazer de mim mesmo uma vara. Sou parte dEle e apenas preciso crer nisso e agir de conformidade. Já há muito, tinha visto esta verdade na Bíblia, mas agora creio nela como realidade viva". Foi como se alguma verdade que sempre existiu se tornasse verdadeira para ele pessoalmente, sob uma nova forma. Outra vez escreve à irmã: "Não sei até que ponto serei capaz de me tornar inteligível a este respeito, pois que não há nada novo ou estranho ou maravilhoso – e, todavia, tudo é novo! Numa palavra, "Eu era cego, e agora vejo". Estou morto e crucificado com Cristo – sim, e ressurreto também e assentado... Deus me reconhece assim, e me diz que é assim que me considera. Ele é Quem sabe... Oh, a alegria de ver esta verdade! Oro, com todas as forças do meu ser, para que os olhos do teu entendimento possam ser iluminados, para que vejas as riquezas que livremente nos foram dadas em Cristo, e que te regozijes nelas". (Do livro de Watchman Nee: Vida Cristã Normal.)
Em Oséias, Deus fala do sofrimento de seu povo por uma única razão: falta de conhecimento da verdade. O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.Oséias 4:6.

O primeiro passo na caminhada da vida cristã é saber que o nosso velho homem foi crucificado. O que se segue de forma natural é o considerar, ou crer que significa descansar ou apoiar-se. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Romanos 6:11. Temos aqui dois fatos significativos: o primeiro revela que estamos mortos para o pecado. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo; o segundo fato é que estamos vivos para Deus em Cristo. Cremos que morremos e ressuscitamos. A fé que tem como ponto de apoio a palavra de Deus está segura. Fé + Palavra de Deus = experiência. Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram. Hebreus 4:2. O que é fé? É a nossa aceitação das verdades divinas. O Senhor Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado. Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Mateus 4:3-4. Jesus poderia transformar pedras em pães? Sim. Por que ele não fez? Porque a prova de sua filiação estava na declaração feita por Deus, e não por uma demonstração externa. Como foi então que o homem Cristo Jesus venceu Satanás no deserto? Simplesmente pela palavra de Deus. Não foi pela demonstração de poder divino. O Senhor Jesus não discute com o tentador. Não apela para quaisquer fatos. Não diz, "Eu sei", "Eu sinto"; mas recorre simplesmente à palavra de Deus escrita. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Mateus 3:17. Não precisamos de um milagre ou de um feito grandioso para provarmos que somos filhos de Deus. A palavra de Deus nos basta, com as suas gloriosas e comovedoras garantias, e isto não tem nada a ver com o fato de freqüentarmos uma determinada igreja ou sermos batizados, ou mesmo, termos um bom comportamento. Não, é porque está escrito. Morremos e ressuscitamos em Cristo, quer sintamos ou não. Sabemos que morremos com Cristo, e pela fé com base na palavra de Deus, consideramos este fato como nossa experiência. O que se segue é uma entrega total. Nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Romanos 6:13. Oferecer a Deus tudo o que temos e somos. Isto significa sair do controle e descansar inteiramente nos braços daquele que pode todas as coisas. Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele; nisto procedeste loucamente; por isso, desde agora, haverá guerras contra ti. 2Crônicas 16:9. Uma senhora crente, que tinha este mesmo sentimento, estava expressando a uma amiga o quão impossível lhe era dizer: "Seja feita tua vontade", e quão temerosa ficaria se tivesse que fazê-la. Ela era mãe de um único filhinho, herdeiro de grande fortuna, e o ídolo de seu coração. Depois de ter falado de todas as suas dificuldades, sua amiga disse: "Suponhamos que seu pequenino Charley, amanhã, viesse correndo para a senhora e dissesse: "Mamãe, eu resolvi permitir que, de agora por diante, a senhora realize em mim os seus propósitos. Estou disposto a obedecê-la sempre, e desejo que a senhora faça comigo exatamente o que a senhora julga ser o melhor. Eu confiarei no seu amor". Qual seria seu sentimento para com ele? Porventura haveria de dizer para si mesma: ‘Ah, agora eu terei oportunidade de fazer de Charley um miserável. Eu lhe privarei de todos os prazeres, preencherei sua vida de tudo quanto é penoso e desagradável. Obrigá-lo-ei a fazer exatamente as coisas que lhe serão mais difíceis, e lhe darei todas as sortes de ordens, as mais impossíveis’. "Oh, não, não, não!" exclamou a mãe cheia de indignação. "Você sabe que eu não faria tal coisa. Você sabe que eu o apertaria de encontro ao peito e o cobriria de beijos, e me apressaria a encher a sua vida das coisas mais doces e melhores"(Hanna W. Smith, do seu livro, O Segredo de uma Vida Feliz). Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus Romanos 12:1-2. Saber, crer, e se oferecer são passos significativos para a caminhada na vida cristã.

MORRER PARA VIVER

Por: Humberto Xavier Rodrigues

No jardim do Éden havia duas árvores: a árvore da Vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. O homem (Adão) comeu o fruto da última, perdendo assim o direito à primeira. Uma vez que todos os homens são descendentes de Adão, todos herdam a mesma natureza que Adão adquiriu na queda: Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. Romanos 5:12.
Portanto, todas as pessoas que nascem neste mundo, nascem desprovidas da Vida Divina – espiritualmente mortas. A vida que herdamos, então, é "A vida "natural" ou o "velho homem" caracterizado pela morte e por uma falta absoluta de comunhão com Deus. Isso ficou claro quando o nosso Senhor Jesus veio a este mundo: Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. João 1:4-5.
O homem nem sequer podia compreender esta Vida. Porque as "coisas de Deus só se discernem espiritualmente". Na realidade, o homem precisa de uma nova vida em Cristo, para discernir os desígnios de Deus. Uma vida completamente distinta, isto é, uma vida "de cima": Quem do imundo tirará o puro? Ninguém. Jó 14:4. Nada de bom se pode tirar da vida "natural". Por esta razão, o nosso Senhor disse: necessário vos é nascer de novo.
A vida natural não pode por si mesma ser enobrecida e qualificada para compreender as coisas espirituais e, ganhar comunhão com Deus. Por outro lado, a Vida divina não poderá jamais ser arruinada, ocasionando a perda dessa plena comunhão.
Esta nova Vida só pode ser dada em virtude da elevação do nosso Senhor Jesus na cruz. E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. João 12:32 Não há outro meio pelo qual os homens devam ser salvos. A natureza adâmica que herdamos geneticamente é verdadeiramente incorrigível, indigna, irreparável, imutável e incurável. A maneira de Deus tratar com essa natureza é crucificando-a.
Ele (Adão) não foi o "originador" do pecado, "pois o diabo peca desde o princípio". Mas, o pecado na humanidade foi introduzido em Adão pela sua desobediência. O pecado, então, teve sua origem em Adão, pelo fato dele ser o representante de toda a raça humana, o cabeça federal, por isso, todos os seus descendentes nascem mortos, isto é, sem a Vida Divina. A morte espiritual e também a morte física, a princípio, não eram natural à constituição humana, mas, vieram a existir em conseqüência penal do pecado.
Depois que Deus criou todas as coisas, o homem caiu e, porque o homem pecou, toda a terra foi mergulhada em profundas trevas. Toda a criação passou a viver sob a servidão da corrupção e da vaidade. Quando o nosso Senhor Jesus, que é a plenitude de Deus, veio a este mundo e morreu na cruz, Ele reconciliou não somente a humanidade, mas todas as coisas.
Todas as coisas haviam se desintegrado, caído no caos, perdido seu propósito, mas o Senhor Jesus trará na plenitude dos tempos, tudo de volta para a harmonia, para o significado e propósito original antes da queda: De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra. Efésios 1:10.
Porque, da mesma forma que o pecado de Adão trouxe o caos e a base de nossa condenação, a morte de Cristo trouxe de volta a reconciliação com Deus e o fundamento de nossa justificação. Um só pecado de Adão foi suficiente para levar a raça à ruína, mas a obediência de Cristo conferiu gratuitamente a justiça a todo aquele que crer. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Romanos 5:16.
Pois, por causa de um só homem o julgamento veio sobre todos os homens, mas a livre dádiva levou em conta muitas transgressões - todas incluídas num só veredicto de justificação. Esta é a riqueza da graça de Deus que não apenas inverte nossa condenação em Adão mas, também, nos torna justos porque Cristo satisfez completamente as exigências da justiça divina em nosso favor.
O que, então, significa "necessário vos é nascer de novo"? Na visão de Deus, o velho homem está totalmente corrompido. De acordo com a Palavra de Deus, o velho homem não pode ser curado, reformado ou melhorado. Não há outra maneira senão crucifica-lo: Mas o SENHOR dos Exércitos revelou-se aos meus ouvidos, dizendo: Certamente esta maldade não vos será expiada até que morrais, diz o Senhor DEUS dos Exércitos. Isaías 22:14. A vida humana é muito preciosa para Deus, "a alma do homem vale muito, mais que todas as riquezas deste mundo".
Pode-se sofrer a perda de tudo, menos da vida eterna. Nosso velho homem por mais elegante que seja precisa morrer. "A velha cruz é um símbolo de morte, Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomava a sua cruz e seguia pela estrada se despedia de seus amigos. Ele não mais voltava. Ele estava indo para o seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia". W. A Tozer.
"Nascer de novo", significa ser substituído. O velho homem precisa dar lugar ao novo homem. A morte do velho homem é o último e o mais importante passo. A morte do velho homem destranca a porta da vida: Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição. Romanos 6:3-5.
Todos os que morreram em Cristo ressuscitaram com Cristo. Este ressuscitar com Cristo é uma ressurreição para a nova vida à semelhança da ressurreição de Cristo. Morrer com Cristo é, portanto, morrer para o pecado e ressuscitar com Ele para a vida nova. A nossa nova Vida em Cristo é provada pelo fato de que a identificação com Ele na semelhança da Sua morte é necessariamente seguida pela identificação com Ele na semelhança da Sua ressurreição.
A compreensão desta argumentação nos leva a reconhecer que o "nosso velho homem" não vive mais. O apóstolo Paulo fala de um ato completo, e não de um processo. O novo nascido é necessariamente o objeto de uma renovação progressiva.
O processo de renovação começa logo após a experiência de morte. Deus não renova o velho homem. O velho homem tem que passar pela cruz. A santificação sem a morte do velho homem, é o mesmo que tomar um carvão e tentar lavá-lo ou purifica-lo. Portanto, se torna imprescindível a morte do velho homem. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 6:11.
A partir da revelação da morte, a morte do velho homem, o cristão passa a "conformar-se" progressivamente com a morte de Cristo; o cristão aprende a andar no caminho da cruz em todos os detalhes de sua vida. Conformando-se com a morte e compartilhando do sofrimento de Cristo: Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte. Filipenses 3:10.
A palavra "considerar" é um ato de fé, que tem como ponto de apóio a palavra de Deus. Então, considerar significa tomar posse daquilo que Deus já fez em nosso favor, em Cristo Jesus. Isto significa que a morte do Senhor Jesus Cristo é a morte do nosso velho homem. Isso é um fato, um fato já consumado. Aos olhos de Deus, o velho homem já foi crucificado. Portanto, "considerai-vos mortos, mas vivos para Deus".
Não só estamos vivos para Senhor, mas sob o seu governo. Antes, o velho homem era servo do pecado. Agora, como novas criaturas, servos do nosso Senhor Jesus Cristo. Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos. Romanos 14:9. Os que nasceram de novo pertencem a Cristo porque foram comprados pelo Seu sangue.
Cristo morreu e ressuscitou para obter o senhorio, um senhorio que pertence à esfera da obra da redenção. Como mediador triunfante Ele foi investido de soberania absoluta tanto sobre mortos quanto vivos. E, aquele que tem Jesus Cristo como Senhor, pode descansar, ainda que o "vale" seja profundo. O caminho da cruz é o único caminho para o crescimento espiritual.
Deus, pelas Suas misericórdias, nos deu o Seu Filho e Nele temos tudo para prosseguirmos neste caminhada cristã, sob o Seu olhar gracioso e amoroso. Que nossos olhos sejam abertos para desfrutarmos da comunhão com o nosso Senhor Jesus! Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.

CRENTE OU SANTO?

Por: Glenio Fonseca Paranaguá

À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 1Coríntios 1:2
Crente é todo o que crê. Há muita gente que é crente em muitas coisas. E há muitos que são crentes em Deus, que jamais foram santos. Os demônios, segundo a Bíblia, são crentes: Tu crês que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem. Tiago 2:19. Está claro que ser crente não diz muito. Houve uma época na história da igreja, em que esta palavra estava relacionada com as pessoas que tinham uma experiência real com Deus, mas agora, ela perdeu por completo as evidências daquela acepção. Qualquer pessoa que faz parte de uma igreja qualquer, pode se denominar crente. E de fato, ser crente não significa muito. Ora, estando Jesus em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome. Mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos, e não necessitava de que alguém lhe desse testemunho do homem, pois ele bem sabia o que era a natureza humana. João 2:23-25. Estes aqui eram crentes em Jesus a partir dos sinais que haviam visto. Eles ficaram crentes em virtude dos fatos miraculosos. Há muitos crentes deste naipe. E creu até o próprio Simão e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e admirava-se, vendo os sinais e os grandes milagres que se faziam. Atos 8:13. Este é um típico crente que muda de sistema a partir de seu convencimento interesseiro. Desde o momento que fica certificado das vantagens lucrativas acaba concluindo em conformidade com os proveitos que possa usufruir. É claro que esta crença sempre tem um tempo delimitado em virtude dos fracassos.
Simão, o mágico, ficou crente por causa dos seus objetivos econômicos. Hoje, muitos se tornam crentes em virtude de algum benefício particular que merece sua atenção especial. Há alguns que se credenciam ao papel de crente porque buscam uma cura, outros andam atrás das bênçãos da prosperidade. Este é um terreno muito minado. Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. Quando o dono da casa se tiver levantado e cerrado a porta, e vós começardes, de fora, a bater, dizendo: Senhor, abre-nos; e ele vos responder: Não sei donde vós sois; então começareis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença, e tu ensinas nas nossas ruas; e ele vos responderá: Não sei donde sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade. Lucas 13:24-27. Não basta confessar o nome do Senhor e ser membro de uma igreja cristã; é preciso passar por uma experiência radical de novo nascimento, que implica na prática viva da santidade interna. O cristão é chamado para viver uma vida sobrenatural, e a ele foi dado o poder para viver essa vida. Ser cristão de fato não é ser mero crente religioso, mas ser um santo de verdade.
Muita gente ridiculariza a identificação cristã de santo. Numa igreja solicitamos que as pessoas santas levantassem as mãos. Ninguém se apresentou. Todos ali eram crentes, mas ninguém queria ser confundido com um santo. Mas Deus nos chamou para sermos santos. Num sentido, os santos do Senhor são um povo à parte. Santo significa separado. Deus em Cristo tem separado o seu povo de um modo peculiar. O Salvador Jesus Cristo se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras. Tito 2:14. Este povo separado é um povo santo, e sem santidade ninguém poderá ver o Senhor.
Por outro lado, santo significa único. A singularidade de uma vida santa implica na sua identidade com a vida de Cristo. O santo é uma pessoa que foi salva completamente da pena do pecado, pela obra maravilhosa de Cristo na cruz, e que está sendo salvo do poder do pecado pela vida soberana de Cristo no seu interior. São réplicas individuais e únicas da vida de Cristo. São retratos ambulantes de Cristo, por isso, são chamados de cristãos. Deus nos salvou para nos tornar santos, não felizes. Algumas experiências podem não contribuir para nossa felicidade, mas tudo pode contribuir para nossa santidade. Ninguém pode ser salvo sem ser feito santo. Todo salvo é santo, e todo santo é salvo.
A santidade não deve ser vista em termos de êxtase do homem, mas em termos do caráter de Cristo revelado no viver diário. Não é uma perfeição comportamental de acordo com os padrões estabelecidos pela lei, mas a vida dependente totalmente da graça de Cristo. O santo não é alguém impecável ou perfeito em sua conduta, mas alguém que foi perdoado por inteiro na pessoa de Cristo e que vive em total dependência na suficiência de Cristo. O santo é aquele que só confia em Cristo para sua salvação; só depende de Cristo para sua edificação e só espera em Cristo para sua completa transformação. O segredo da santidade é estar ocupado de coração com o próprio Cristo. Se Cristo vive em mim, a plenitude de sua vida expressa no meu coração, demonstra a realidade íntima da santidade genuína.
A salvação cristã envolve a morte do velho homem, servo do pecado, juntamente com Cristo. Para que isto se tornasse realidade, Cristo nos atraiu a si mesmo quando foi levantado na cruz, incluindo-nos em seu corpo santo a fim de nos levar a morrer com ele. Mortos no corpo de Jesus Cristo crucificado, somos recebidos como filhos de Deus, mediante a vida de Cristo que nos é dada na ressurreição.
Cristo vivendo pela fé em nosso ser, é toda a profundidade da santidade cristã. Assim, a santidade de Cristo não é uma pregação para impressionar as pessoas, mas a própria vida dele refletindo o seu valor. O frasco cheio de perfume revela a sua qualidade quando é aberto ao olfato. Fica patente a todos a reputação deste aroma pelo seu fixador. O cheiro de Cristo perdura na qualidade da vida.
Jacó ao trapacear o seu pai Isaque, usou as roupas de seu irmão Esaú para revelar o odor característico daquele homem do campo. Sua tática foi astuta. Mas a voz deixou marcas inconfundíveis. A hipocrisia aparenta uma falsa piedade que consegue iludir muita gente cega, como Isaque. Afirmam que conhecem a Deus, mas pelas suas obras o negam, sendo abomináveis, e desobedientes, e réprobos para toda boa obra. Tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Tito 1:16, 2Timóteo 3:5a.
O projeto de Deus visa transformar o homem velho, natureza perversa, em um novo homem, criado em Cristo Jesus, em perfeita santidade, para ser santo. De acordo com as Escrituras, é impossível ser justificado pela fé e não experimentar o começo da verdadeira santificação, porque a vida espiritual transmitida pelo Espírito no ato da regeneração (que introduz o novo poder para crer) tem afinidade moral com o caráter de Deus e contém em si o embrião de toda santidade. Se Deus justificasse uma pessoa e não a tornasse santa, estaria justificando uma pessoa que não poderia ser glorificada. Mas, se Cristo nos justifica pela sua obra redentora, com certeza que ele nos santifica por sua vida operante em nossos corações. Não há maneira pela qual, por nós mesmos, possamos gerar salvação. Nossa salvação é Cristo. Não há maneira pela qual possamos ser bons. Nossa bondade é Cristo. Não há maneira pela qual possamos ser santos. Nossa santidade é Cristo. Está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. 1Pedro 1:16.

A MALDIÇÃO DO EVANGELHO GENÉRICO

Por: Alexandre Chaves

Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que Cristo morreu em vão. Gálatas 2:21
Quando olhamos para o texto de Paulo na sua carta aos Gálatas, podemos identificar duas realidades completamente distintas, coexistindo numa situação onde uma persegue e a outra é perseguida. "Mas, como então o que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito, assim é também agora." Gálatas 4:29. Esta perseguição se dá justamente pelo fato daqueles que são contados como filhos da escrava não admitirem a liberdade dos filhos de Deus em Cristo Jesus. E também, não conseguem usufruir da liberdade dos filhos de Deus, justamente por não admitirem que são escravos.
Escravos da glória humana, da opinião alheia, do ego, do pecado, do sucesso pessoal, e por não se entenderem assim, escravos, não conseguem se arrepender e clamar a Deus misericórdia para que possam ser libertos. Não admitem que precisam morrer e nascer de novo, pois como Nicodemos são pessoas que possuem pedigree, e um conceito elevadíssimo de si mesmo, são apegadas ao seu padrão moral e extremamente meritosas.
Podem até admitir que são pecadores, pois isso faz parte do clichê religioso, mas não pecadores como os demais. "... Ó Deus graças te dou porque não sou como os demais homens..." Lucas 18:11. São pecadores, mas como fazem muitas obras externas de justiça humana, criam um mecanismo de compensação, baseado na justiça própria, que para Deus não passa de trapo de imundícia, como esta escrito: "Mas todos nós somos como o imundo, e todos os nossos atos de justiça, como trapo de imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossa iniqüidades como vento nos arrebatam." Isaías 64:6.
Para as pessoas que tiveram a revelação dada pelo Espírito, de que são como a descrição feita pelo profeta Isaías, não existe outro lugar no universo que elas desejam estar, a não ser na graça de Deus manifestada em Cristo, não existe outro caminho a não ser Cristo e não existe outro motivo pelo qual eles possam ser aceitos por Deus senão o sangue do Cordeiro Santo que foi vertido na cruz que os purifica de todo o pecado.
Os que se vêem de outra maneira, nunca chegam ao arrependimento para serem libertos por Cristo, a ponto de clamarem Sua graça e misericórdia, aliás, a graça é muito mal compreendida por eles, visto que suas qualidades os impede de aceitá-la de maneira plena. A graça é para estes, um opcional, como um carro que você escolhe com ar ou sem ar condicionado, ou seja, é algo que você pode usar para lhe dar algum conforto, mas na falta deste opcional dá para viver muito bem sem. Além do que, a graça não teria grande valor se não fossem suas qualidades e habilidades pessoais, sem as quais o reino de Deus estaria em grandes apuros.
Com relação à misericórdia, são como aquele homem descrito em Mateus capítulo 18, gosta dela para si, mas são resistentes em usá-la para o próximo. "E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a divida. Saindo, porém aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves." Mateus 18: 27 e 28. Praticam a leitura das escrituras, fazem orações, jejuns, assim como o fariseu no templo descrito em Lucas 18 , mas não conseguem admitir a verdade a respeito de si mesmos, e nem crer na suficiência de Cristo, são aqueles "que aprendem sempre, mas nunca podem chegar ao conhecimento da verdade". 2 Timóteo 3:7 Portanto não podem ser libertos.
Sabemos que nada é tão difícil para a mente humana compreender, quanto o conceito de graça. Vivemos numa sociedade sem graça, onde a coisa mais digna e valorosa que existe é o mérito. As pessoas podem até concordarem em receber algo que não lhes custou nada, como meio de obter vantagem ou ser suprido em uma necessidade. Porém isto jamais terá o mesmo valor de algo que ela tenha conquistado por meio de seus esforços e méritos.
É este o motivo pelo qual a graça é tão atacada, ela ofende o mérito, e nos coloca numa situação de falência total e dependência de Deus. E isto, para o ser humano caído, com seu ego estratosférico, com seu desejo de ser maior do que os demais, ser melhor do que todos e de ser tido como extremamente distinto e capaz, é indesejável, pois implica em admitir sua total falência e fraqueza diante de si e diante de Deus.
Além do que, este estado em que se encontra, o faz querer ser como Deus, porém maior, melhor e mais distinto e capaz do que Ele. "...Como Deus sereis..." Gênesis 3:5. Quando falamos da sociedade humana caída, ou da maneira de ser do mundo, este, o mundo, não vê nada de mal nisto. Pois nas relações sociais, funciona assim, nela você tem que ser o melhor, o mais capaz, o número 1 em tudo o que faz. O problema se dá, quando este conceito vem fazer parte das ações e relações da igreja, pois o mundo, como sistema, e o reino de Deus, são duas coisas antagônicas.
Por serem duas realidades contrárias, deu-se o fato de terem crucificado a Cristo, pois Ele, ao viver a realidade do reino de Deus, de misericórdia e graça, expunha esta estrutura maligna do mundo. Sendo assim, fica incompatível aos discípulos de Cristo, viver a realidade do reino de Deus hoje, baseado na graça e na misericórdia, sem ser odiado pelo mundo, por isso as escrituras nos dizem: "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que vós me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas como não sois do mundo,antes, dele vos escolhi, é por isto que o mundo vos odeia." João 15:18 e 19.
Como pode então, estas duas realidades tão distintas, coexistirem dentro de uma só estrutura? Poderíamos evocar muitas razões externas para explicar este fenômeno, como por exemplo, o fato da igreja de Cristo ser um organismo inclusivo, aberto a todos. Mas a realidade que proporciona isto acontecer é interna. O mundo não é mau em si mesmo, "Viu Deus tudo o que tinha feito, e que era muito bom..." Gênesis 1:31ª.
O problema é o pecado que entrou no homem, e por intermédio do homem entrou no mundo. Esta estrutura pecadora interna que nos leva a querer ser como Deus, e a nos ofender com sua graça, a não reconhecer que somos criaturas dependentes e carentes da graça e misericórdia divina. Que nos leva a competir entre nós, para saber quem será o maior, e somos então confrontados pelo reino de Deus que foi chego a nós na pessoa de Cristo Jesus, aquele que tem todo o poder e glória, mas que se esvazia para ser servos de todos, e nos ensina, "O maior dentre vós, será vosso servo". Mateus 23:11. Este é o nosso problema, o nosso pecado, o desejo de querer ser grande.
Paulo logo no começo de sua carta demonstra toda a sua perplexidade, " Admira-me que tão depressa estejais passando daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho." Gálatas 1:6. Surge então, diante desta afirmação de Paulo, a maneira pela qual torna-se possível a prática da coexistência entre essas duas realidades acima citadas, ainda que em eterna oposição, ou seja, a criação de outro evangelho.Um evangelho híbrido, que mistura velha aliança e nova aliança, onde Cristo e sua obra são insuficientes, onde a cruz é um escândalo e a graça é apenas uma palavra.
Surge por meio dos halterofilistas da fé, daqueles que se julgam super crentes, os quais não são como o apóstolo Paulo que foi ensinado por Deus a se gloriar na sua fraqueza para que nele habitasse o poder de Deus (2 Coríntios 12). Para estes amantes da religião, o mais importante é a doutrina, mas para o evangelho trazido por Cristo, o mais importante é a vida e as pessoas (Marcos 2:27). Para os defensores da religião, a existência é gasta a partir do que é certo ou errado, vivem ainda pela árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas para os que foram libertos em Cristo, para aqueles que morreram em Cristo, a única vida que importa é aquela que brota da comunhão com o Cristo ressurreto.
Este outro evangelho surge com a desculpa de que, aqueles que foram libertos em Cristo não saberão viver em liberdade, por isso se faz necessário a escravidão da lei. Desconhecem o amor incondicional de Deus, por isso tentam comprá-lo, desconfiam daquele que começou a boa obra em nós, julgando que Ele não é fiel para completá-la (Filipenses 1: 6), e que aqueles que foram alvos da graça a usarão para pecar. Os que assim fazem, desconhecem a graça, a já não resta mais sacrifício pelo pecado (Hebreus 10: 26). Mas para aqueles que morreram em Cristo e que ressuscitaram em Cristo para uma nova vida, que libertos do pecado e da lei, foram feitos escravos da justiça (Romanos 6:17 e 18) as escrituras nos ensinam: "Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não submetais, de novo, a julgo de escravidão. Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo testifico a todo homem que se deixa circuncidar que esta obrigado a guardar toda lei. De Cristo vos desligastes,vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes." Gálatas 5:1-4.


A cruz é uma coisa radical

A cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens. Depois que Cristo ressurgiu dos mortos, os apóstolos saíram a pregar sua mensagem, e o que pregaram foi a cruz. E por onde quer que fossem pelo mundo, levavam a cruz e o mesmo poder revolucionário ia com eles. A mensagem radical da cruz transformou Saulo de Tarso e o mudou de perseguidor de cristãos em um terno servo de Jesus e um apóstolo da fé. Seu poder mudou homens maus em bons. Sacudiu a longa escravidão do paganismo e alterou completamente a perspectiva moral e mental do mundo.

Fez tudo isso, e continuou a fazê-lo enquanto se lhe permitiu permanecer como fora originalmente, uma cruz. Seu poder se foi quando foi mudada de uma coisa de morte para uma coisa de beleza. Quando os homens fizeram dela um símbolo, penduraram nos seus pescoços como ornamento ou fizeram o seu contorno diante dos seus rostos como um sinal mágico para protegê-los do mal, então ela veio a ser, na melhor de sua expressão, um fraco emblema, e na pior, um inegável feitiço. Como tal, é hoje reverenciada por milhões que não sabem absolutamente nada do seu poder.

A cruz atinge os seus fins destruindo o modelo estabelecido, o da vítima, e criando um outro modelo. Vence derrotando o seu oponente e olhe impondo a sua vontade. Domina sempre. Nunca se compromete, nunca faz barganhas, nunca faz concessão, nunca cede um ponto por amor da paz. Não se preocupa com a paz; preocupa-se em dar fim à sua oposição tão depressa quanto possível.

Com perfeito conhecimento disso tudo, Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Assim a cruz não só põe fim à vida de Jesus; termina também a primeira vida, a velha vida, de cada um dos seus seguidores verdadeiros. Ela destrói o velho modelo, o modelo de Adão, na vida do cristão, e lhe dá fim. Então o Deus que levantou a Cristo dos mortos levanta o cristão, e uma nova vida começa.

Isto, e nada menos que isto, é o cristianismo verdadeiro, embora não possamos senão reconhecer a aguda divergência que há entre esta concepção e a sustentada pelo tipo comum de cristãos hoje. Mas não ousamos qualificar nossa posição. A cruz ergue-se muito acima das opiniões dos homens e a essa cruz todas as opiniões terão que vir afinal para julgamento. Uma liderança artificial e mundana gostaria de modificar a cruz para agradar os homens maníacos por entretenimento, que querem divertir-se até mesmo com coisas santas; fazê-lo, porém, é cortejar a tragédia espiritual e arriscar-se à ira do Cordeiro feito Leão.

Temos que fazer alguma coisa quanto à cruz, e só podemos fazer uma destas coisas: fugir ou morrer nela. E se formos tão temerários que fujamos, com esse ato estaremos pondo fora a fé vivida por cristãos no passado e faremos do cristianismo uma coisa diferente do que é. Neste caso, teremos deixado somente o vazio linguajar da salvação; o poder se irá juntamente com a nossa partida para longe da verdadeira cruz.

Se somos sábios, faremos o que Jesus fez: suportaremos a cruz e desprezaremos a sua vergonha pela alegria que está posta diante de nós. Fazer isto é submeter todo o esquema da nossa vida, para ser destruído e reconstruído do poder de uma vida que não se acabará mais. E veremos que é mais que poesia, mais que doce hinologia e elevado sentimento. A cruz cortará fundo as nossas vidas onde fere mais, não nos poupando nem a nós mesmos nem as nossas reputações cultivadas. Ela nos derrotará e porá fim às nossas vidas egoístas. Só então poderemos elevar-nos em plenitude de vida para estabelecer um padrão de vida totalmente novo, livre e cheio de boas obras.

A modificada atitude para com a cruz que vemos na ortodoxia moderna prova, não que Deus mudou, nem que Cristo afrouxou a sua exigência de que levemos a cruz; em vez disto, significa que o cristianismo corrente desviou-se dos padrões do novo testamento. Para tão longe nos desviamos que nada menos que uma nova reforma restabelecerá a cruz em seu lugar certo na teologia e na vida da Igreja.
                                                                                       A. W. TOZER

Gal. 2:20 - Watchman Nee

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O Primeiro Pecado do Homem

Gn 2:9 “E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. (…) Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.9,16,17).
“Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal. Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim” (3.1-8).

Neste estudo, gostaríamos de ver como foi que o primeiro homem pecou, e recebê-lo como admoestação para nós hoje. Pois como foi o primeiro pecado, assim serão todos os pecados depois dele. O pecado que Adão cometeu é o mesmo que todos nós cometemos. De modo que, conhecendo o primeiro pecado, podemos compreender todos os pecados do mundo. Pois, segundo a perspectiva bíblica, o pecado possui um único princípio.
Em todo pecado podemos ver o “ego” em operação. Embora hoje em dia as pessoas classifiquem os pecados em um sem-número de categorias, entretanto, falando por indução, há somente um pecado básico: todos os pensamentos e ações que constituem pecado estão relacionados com o “ego”. Em outras palavras, embora o número de pecados no mundo seja deveras astronômico, o princípio subjacente a cada pecado é somente um – tudo o que satisfaz o ego. Todos os pecados são cometidos por causa do ego. Se faltar o ego, não haverá pecado.
Examinemos este ponto mais atentamente.
Que é orgulho? Não é uma exaltação do ego?
Que é ciúme? Não é o temor de ser suplantado?
Que é a emulação? Nada mais é que a luta par ser melhor do que os outros.
Que é a raiva? É a reação contra a perda sofrida pelo ego.
Que é o adultério? É seguir as paixões e lascívias do ego.
Não é a covardia o cuidado que se dá à fraqueza do ego?
Ora, é impossível mencionar todos os pecados, mas se examinássemos a todos, um por um, descobriríamos que o princípio de todos eles é o mesmo: algo que de alguma maneira se relaciona com o ego. Onde quer que se encontre pecado, aí também estará o ego. E onde quer que o ego for ativo, ali também haverá pecado à vista de Deus.
Por outro lado, ao examinarmos o fruto do Espírito Santo – que representa o testemunho cristão – facilmente veremos o oposto: nada mais é do que atos desprendidos do ego.
Que é amor? Amor é apreciar os outros sem pensar no ego.
Que é alegria? É olhar para Deus a despeito do ego.
Paciência é desprezar nossa própria dificuldade.
Paz é deixar a perda de lado.
Gentileza é não prestar atenção a nosso próprios direitos.
Humildade é esquecer-se dos méritos próprios.
Temperança é o ser sob controle.
Fidelidade é domínio-próprio.
Ao examinarmos todas as virtudes cristãs, discerniremos que a não ser pela libertação do ego ou do seu esquecimento, o crente não possui outra virtude. O fruto do Espírito Santo é determinado por um único princípio: a perda total do ego.
Mencionei somente algumas virtudes e alguns pecados; mas acho que são suficientes para provar que pecado é seguir o ego, ao passo que virtude é esquecer-se do ego.
Se compreendermos estes dois princípios, poderemos diariamente observar todos os vários pecados e julgar se cada um deles relaciona-se com o ego ou não. Mas permita-me dizer-lhe claramente que à parte do “desprendimento” humano não há virtude, e à parte do seu “egoísmo” não há pecado. O ego do homem é a raiz de todos os males.
Nas passagens que lemos no início deste capítulo, vimos que existiam duas árvores no jardim do Éden, e que Adão, ao comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, trouxe o pecado ao mundo. Examinemos mais atentamente as duas árvores mencionadas. Usarei duas palavras para representar o significado de ambas as árvores. O significado da árvore do conhecimento do bem e do mal é independência, e o da árvore da vida é confiança.
Examinaremos primeiro a árvore do conhecimento do bem e do mal. De saída devemos compreender que o comer do fruto desta árvore em si não é o grande pecado. Aqui, Adão não cometeu adultério, assassínio, nem muitos outros pecados imundos. Simplesmente comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ora, embora o que Adão cometeu não fosse algum pecado horrível, não obstante, o comer do fruto desta árvore fez com que não somente ele caísse, mas também sua descendência; desta forma enchendo o mundo de pecados. Embora o pecado cometido por ele não fosse horrível, seu ato deu ensejo a toda sorte de pecados. Segundo nossa lógica, se o primeiro pecado do homem for o “gerador” de todo o pecado do mundo, esse primeiro pecado deve ser o mais horrível de todos. Entretanto, o que vemos aqui é meramente um homem comendo fruto demais. Em certo sentido, portanto, é de aparência inofensiva.
Por que isto é assim? Deus vê o pecado de Adão como espécime típico de incontáveis pecados a serem cometidos por todos os homens depois dele. Deus deseja que compreendamos que não importa qual seja a natureza do pecado de Adão, essa também será a natureza dos múltiplos e variados pecados que o mundo cometerá depois de Adão. Externamente o pecado pode ser polido ou rude, mas sua natureza e princípio permanecem sempre os mesmos. O pecado de Adão não é mais que seguir sua própria vontade. Uma vez que Deus lhe havia proibido comer desse fruto particular, ele devia completamente ter-se desfeito de sua própria inclinação e obedecido a Deus. Mas ele desobedeceu a Deus e comeu o fruto, segundo sua própria vontade. E assim ele pecou. Daí se depreende que o pecado de Adão nada mais foi que agir fora de Deus e segundo sua própria vontade. Embora os pecados cometidos pela descendência de Adão diferissem grandemente do seu em aparência (pois não há outra pessoa que possa cometer o mesmo pecado que Adão cometeu), porém, em princípio, também agiram segundo sua própria vontade; logo, seus pecados têm todos a mesma natureza.
É pecado conhecer o bem e o mal?
Não é virtude conhecer o bem e o mal?
Deus conhece o bem e o mal (Gn 3:5,22).
É pecado ser igual a Deus? Por que , pois, o ato de Adão torna-se a própria raiz de todo o pecado e miséria humanos? Por que motivo?
Embora tal ação aparentemente seja boa, Adão agiu sem o mandamento ou promessa de Deus. E ao tentar conseguir esse conhecimento fora de Deus, segundo seu próprio ego, Adão pecou.
Agora percebemos o significado da palavra “independência”.
Todas as AÇÕES independentes de Deus são pecado.
Adão não tinha confiado em Deus; não tinha tomado a decisão de obedecer a Deus; havia agido independentemente de Deus; e a fim de conseguir a independência contra Deus. E é por isso que o Senhor declarou ser isto pecado.
Portanto, compreenda isto, não é preciso cometer muitos e terríveis pecados a fim de se considerar pecado. Para Deus, todas as ações realizadas fora dele são pecado. “Ser igual a Deus”, por exemplo, é excelente desejo; mas tentar fazê-lo sem ouvir o mandamento de Deus e sem esperar pelo tempo de Deus é pecaminoso à Sua vista. Quão freqüentemente julgamos ser as coisa más pecados e as boas, justiça. Deus, entretanto, vê as coisas de maneira diferente. Em vez de diferenciar o bem e o mal pela aparência, ele olha para o modo com que tal ação é feita. Não importa quão excelente tal coisa possa parecer ao mundo, tudo o que for feito pelo crente sem procurar a vontade Deus, sem esperar por seu tempo, ou sem depender de seu poder (mas feito segundo nossa própria vontade, com pressa, ou por nossa própria habilidade) – tal ação é pecado à vista de Deus.
O Senhor não olha para o bem ou para o mal da coisa em si. Antes, olha para sua fonte. Ele anota mediante que poder tal coisa é feita. À parte de seu próprio poder, Deus não se interessa por nenhum outro. Ainda que fosse possível que o crente fizesse algo melhor que a vontade de Deus, ele ainda condenaria a ação e consideraria o crente ter pecado.
É verdade que todas as suas obras e aspirações são segundo a vontade de Deus? Ou são elas simplesmente sua própria decisão? Suas obras têm origem em Deus? Ou são elas realizados segundo seu bom prazer? Todas as nossas ações independentes, não importa quão excelentes ou virtuosas pareçam ser, não são aceitáveis a Deus. Tudo o que é feito sem saber claramente a vontade de Deus, é pecado aos olhos Dele. Tudo o que é realizado sem depender Dele também é pecado.
Os cristãos de hoje são muito capazes de fazer coisas, são muito ativos e fazem coisas boas em excesso! Entretanto, Deus não olha para a quantidade de boas obras que a pessoa realiza; interessa-se somente pelo quanto é feito por amor ao Seu mandamento. Ele não indaga o quanto a pessoa trabalhou para ele; simplesmente pergunta o quanto depende Dele. O prazer de Deus não se encontra na muita atividade , e sim, na dependência que a pessoa tem Dele. Não importa quão zelosamente você trabalhe para o Senhor, sua obra será em vão se não for feita por Ele em você. Devemos fazer esta pergunta a nós mesmos: é a obra que faço realizada pelo Senhor em mim, ou sou eu mesmo quem a efetua?
Todas as OBRAS independentes de Deus são pecado.
Por favor, tenha em conta que podemos pecar até mesmo enquanto salvamos almas. Se não dependermos de Deus, mas confiarmos em nosso próprio entendimento e experiência do evangelho, à vista de Deus estaremos pecando, e não salvando almas, ainda que gastemos tempo e energia persuadindo as pessoas a crerem no Senhor!
Se em vez de perceber nossa total fraqueza e depender inteiramente do poder do Senhor, tentarmos edificar os santos com a força de nosso conhecimento bíblico e da excelência de nossa sabedoria, aos olhos de Deus estaremos pecando enquanto pregamos! Por melhores que todos os atos de amor e compaixão possam parecer ao público, – se forem realizado por nosso impulso ou força – aos olhos de Deus são pecaminosos. O Senhor não pergunta se fizemos um bom trabalho; somente examina se confiamos nele. Tudo o que é feito por nossa própria vontade será queimado no dia do juízo de Cristo, mas o que é realizado em Deus permanecerá.
O significado do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal não é outro senão o estar ativo fora de Deus, procurar o que é bom segundo o entendimento da própria pessoa, estar com pressa e ser incapaz de esperar a fim de obter o conhecimento que Deus ainda não deu; não confiar no Senhor, mas procurar avançar pelo nosso próprio caminho.
Tudo isso pode ser resumido numa frase:
Independência de Deus
Deus não tem prazer no homem que se aparta Dele e age independentemente. Pois Ele deseja que o homem confie Nele.
O propósito do Senhor ao salvar o homem e também ao criá-lo é que o homem cofie Nele. Eis o significado da árvore da vida: confiança. “De toda árvore do jardim comerás livremente”, disse Deus a Adão; “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás”. Dentre todas as árvores cujos frutos podiam ser comidos, Deus menciona especialmente a árvore da vida em forte contraste com a árvore do conhecimento do bem e do mal. “E também a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal”. Ao notarmos a menção particular de Deus à árvore da vida, devemos reconhecer que de todas as árvores comestíveis, esta é a mais importante. É desta árvore que Adão devia ter comido primeiro. Por que é isto assim?
A árvore da vida representa a vida de Deus, a vida não criada de Deus. Adão é um ser criado, portanto, não possui esta vida não criada. Embora a esta altura ele ainda esteja sem pecado, não obstante, é apenas natural, uma vez que não recebeu a vida santa de Deus. O propósito de Deus é que Adão escolha o fruto da árvore da vida por sua própria vontade para que se relacione com Deus pela vida divina. Assim, Adão, de simples criatura de Deus, chegaria ao novo nascimento. O que Deus requer de Adão é que negue sua vida natural e se una a Ele pela vida divina, destarte vivendo diariamente pela vida de Deus. Este é o significado da árvore da vida. O Senhor queria que Adão vivesse por essa vida que não era dele originariamente.
Logo, temos aqui o sentimento distinto da independência, confiança. Pois, quando o ser criado vive por sua vida natural, não precisa depender de Deus. Esta vida criada é autônoma e autopreservadora. Mas, para que o ser criado via pela vida do Criador, ele tem que ser totalmente dependente, pois a vida que levaria então não seria sua, mas de Deus. Ele não poderia ser independente de Deus, mas teria que manter constante comunhão com Ele e confiar completamente Nele. Essa é a vida que Adão não tem em si mesmo, e logo, deve confiar em Deus a fim de recebê-la. Além disso, essa vida – se recebida por Adão – é a que ele não poderia levar por seu próprio esforço; por isso teria que depender de Deus continuamente a fim de conservá-la. Assim, a condição para conservá-la tornar-se-ia a mesma condição para recebê-la. Adão teria de depender dia a dia, a fim de viver esta vida santa de uma maneira prática.
Tudo isto que temos dito com respeito a Adão, Deus também o exige de nós. Na época de Adão, a vida de Deus e a vida do homem estavam presentes no jardim. Hoje, a vida divina e a vida humana estão presentes em nós. Nós os que cremos no Senhor e somos salvos, nascemos de novo – isto é, nascemos de Deus; e assim temos uma vida de relacionamento com Deus. A vida da criatura está em nós, mas também está a vida do Criador. O problema atual então é se vivemos ou não pela vida divina – se nossa vida depende ou não totalmente de Deus. Assim como nossa carne não pode viver se estiver separada de sua vida natural, da mesma forma nossa vida espiritual não pode prosseguir se estiver separada da vida do Criador.
Deus não deseja que tenhamos nenhuma atividade fora Dele. Deseja que morramos para nós mesmos e sejamos dependentes Dele como se não pudéssemos nos mover sem Ele. Ele não gosta que iniciemos nada sem sua ordem. Ele se agrada de que realmente percebamos nossa inutilidade e confiemos Nele de todo o coração. Devemos resistir a todas as ações independentes de Deus. As obras que são feitas sem oração e espera, sem procurar conhecer claramente a vontade divina, sem confiar inteiramente em Deus, e sem examinar nossa consciência, a fim de determinar se o ego ou a impureza estão misturados: tudo isto provém de nós mesmos e é pecado à vista de Deus.
O Senhor não pergunta quão boa é nossa obra; Ele somente pergunta quem fez a obra. Ele não será movido pelo pequeno bem que você e eu façamos. Ele não está satisfeito com nada a não ser a SUA obra. Você pode estar ativamente engajado na obra Dele e trabalhar muito. Você pode até mesmo sofrer por causa de Cristo e de Sua igreja; mas se não tiver certeza de que é Deus que deseja que você realize a obra, ou, se não compreender completamente sua própria ignorância e incompetência, e com muito temor e tremor se lançar sobre o Senhor, então, como Adão, você estará pecando à vista de Deus. Oh! Cesse sua própria obra! Não pense que pode fazer tudo o que seja bom. Você pode labutar e se esforçar segundo seu próprio prazer, mas terá pouca ou nenhuma utilidade espiritual.
Todos nós sabemos que o incrédulo, não importa quão boa seja sua conduta, não pode ser salvo por ela. Não conhecemos nós tantos não-crentes cuja conduta é recomendável? São amáveis, gentis, humildes, pacientes; muitas vezes ultrapassam a média dos cristão em virtude. Por que, apesar da conduta invejável, ainda não são salvos? Porque todo este bem provém de sua vida natural, logo, não podem obter a aprovação de Deus. Deus somente se agrada do que pertence a Ele; do que procede Dele. Consequentemente, incrédulo algum pode agradar a Deus com seus próprios feitos.
O mesmo se aplica ao crente. Pensamos poder agradar ao Senhor com nossas obras boas e zelosas? Precisamos compreender que, a não ser pela vida que Deus nos deu, não existe a mínima diferença entre o nosso ego e o ego dos incrédulos. Os egos são absolutamente os mesmos. A vida natural do pecador e a vida natural do santo não diferem uma da outra. Se as boas ações realizadas pelos incrédulos mediante esta vida natural são rejeitados por Deus, também o será o bem praticado mediante a vida natural pelos crentes.
É triste que esqueçamos tão prontamente a lição que antes tínhamos aprendido! Quando cremos no Senhor Jesus, Deus convenceu-nos por Seu Espírito Santo de que nossa justiça, a seus olhos, para nada servia. Depois de sermos salvos, entretanto, de alguma forma, voltamos a imaginar que agora nossa própria justiça é útil e agradável a Deus. Devíamos saber que pelo fato de sermos salvos e nascidos de novo nossa velha vida não melhorou nem mudou em nada. A não ser pela vida nova recém obtida, nosso antigo ego permanece o mesmo.
O princípio que aprendemos na regeneração devia ser mantido continuamente. Uma vez que nós, quando incrédulos, não fomos salvos por nossas obras independentes, da mesma forma, nós os crentes, não ganharemos a aprovação de Deus por nossas ações independentes. Tudo o que é feito fora da dependência de Deus é desagradável a Ele. Quer proceda do pecador, quer do santo, a ação independente é rejeitada por Deus.
Você pode se gloria de quanto, como crente, tem feito; o quanto tem trabalhado, e até mesmo quanta benção e fruto tem experimentado; ainda assim, aos olhos de Deus estas não passam de obras mortas e sem utilidade alguma, pois todas elas são realizadas por você mesmo, e não pela operação divina em você.
Quão difícil é depender de Deus! Quão difícil é para os sábios confiarem! Quão árduo é para os talentosos confiar em Deus! Muitas vezes tornamo-nos ativos sem esperar que Deus nos dê força especial. É-nos tremendamente difícil negar o nosso talento, tornar-nos totalmente inúteis perante Deus e não depender de nossa capacidade, mas totalmente do Senhor. O Senhor deseja que neguemos a nós mesmos e a nosso poder e que reconheçamos a nossa fraqueza e a inutilidade de nossas palavras e ações. A não ser que primeiro chegue o suprimento de Deus, não podemos dizer palavra alguma nem realizar nada. É assim que Ele deseja que dependamos Dele, pois o que temos em nós mesmos sem dúvida nos afastará de Deus. Nosso talento, nossa sabedoria, nosso poder e nosso conhecimento, tudo tenderá a fortalecer nossa autoconfiança excluindo nossa confiança Nele. A menos que propositada e persistentemente neguemos nossa capacidade, jamais dependeremos de Deus.
Quando pequena, a criança depende de seus pais para tudo; mas quando cresce possui em si mesma tal poder e sabedoria que procura a independência em vez da dependência. Nosso Deus deseja que tenhamos com ele um relacionamento permanente como crianças para que possamos continuamente confiar Nele.
Você acha que agora tem poder? Que já foi santificado? Que já foi enchido permanentemente com o Espírito Santo? Que suas obras já produziram frutos? Se assim for, essa maneira de pensar priva-lo-á de um coração dependente. É preciso que você mantenha a atitude e a postura de desamparo perante os homens a fim de fazer real progresso no caminho de Deus. Se permitir que o ego penetre sutilmente de modo que você considere a si mesmo com tendo tudo, deve compreender que não mais estará dependendo de Deus.
Eu, que agora falo com você, não tenho certeza alguma quanto a meu futuro. Não sei se ainda estarei pregando o evangelho no ano que vem. A menos que Deus me conservar até o ano que vem, pode ser que eu não possa servir; deveras, posso até mesmo nem seguir a Cristo. Digo isto com um coração angustiado, pois sei que não tenho meios de conservar a mim mesmo. Se Deus não me conservar, confesso não ser por mim mesmo capaz de estar em pé no lugar humilde de hoje. Lembro-me de como estive a ponto de separar-me de Cristo muitas vezes desde o dia em que me tornei crente, mas louvo a Deus por ter-me conservado.
Permita-me dizer-lhe que, a não ser mediante o depender de Deus e confiar nele momento a momento, não conheço outra maneira de viver uma vida santificada. Se não dependermos do Senhor não podemos saber quanto tempo podemos viver como crentes por um único dia.
Será que realmente percebemos isto? Ou será que ainda temos um pequeno poder com o qual sustentar a nós mesmos e ter sucesso em muitas coisas? Seja manifesto a todos que a autoconfiança é o inimigo da dependência de Deus. Deus deve levar-nos até nosso fim para que saibamos não existir bem algum em nós.
Não fosse por sua graça, teríamos derrotas de todos os lados. Devemos chegar ao ponto que percebamos ser absolutamente indignos e não ter força alguma. Não ousamos ser autoconfiantes, nem ousamos tomar qualquer ação independente, fora de Deus. Devemos continuar prostrados perante Ele com temor e tremor, buscando Sua graça. De outra forma, nossa natureza fará com que nos consideremos competentes, tendo prazer em nossa próprias atividades e recusando-nos a depender de Deus.
Ao olhar para os anos passados posso ver que muitos irmãos a quem conheci se desviaram. Ainda me lembro do que certo irmão me disse um dia: ” senhor, agora conhecemos as Escrituras que o senhor prega; temos feito grande progresso e não estamos muito distantes de seus obreiros.”. Que autoconfiança! Mas onde estão esses irmãos hoje? Também lembro de outro irmão dizer-me recentemente: “Irmão Nee, pode ser que eu não conheça muita coisa, mas pelo menos conheço os ensinamentos bíblicos…” ao ouvir isto, imediatamente percebi que este irmão corria sério perigo. Hoje, ele também se desviou do caminho estreito. São muitas as tragédias similares que podemos recordar durante nossa vida. A causa principal de tais tragédias é a autoconfiança. A autoconfiança é a causadora de todas as derrotas.
O que Deus deseja que saibamos hoje é que não podemos depender absolutamente de nosso ego. Deseja que confessemos nossa fraqueza e inutilidade em todo o tempo. Deseja que tenhamos consciência do que nunca tivemos antes – isto é, deseja que estejamos cônscios de nossa total insuficiência e que admitamos que se não fosse por seu poder conservador, não podíamos permanecer nem um momento, e que se não fosse por sua fortaleza, nada podíamos fazer. Possamos nós ser quebrantados pelo Senhor hoje, para que não ousemos tomar nenhuma ação independente ou abrigar nenhuma atitude fora Dele. Doutra forma, o fim inevitável será a vaidade e a derrota.
Que Deus tenha misericórdia de todos nós!

Watchman Nee (Extraído do Livro “O Mensageiro da Cruz” – 1926)